A recuperação do Mercado Imobiliário

A recuperação do Mercado Imobiliário
Mercado Imobiliário / 2018/01/17

A RECUPERAÇÃO DO MERCADO IMOBILIÁRIO

O ano de 2018 começou com indicadores favoráveis como inflação baixa, juros em queda e o início da diminuição da taxa de desemprego o que tem feito reaquecer a economia do país e por conseqüência o mercado imobiliário.

Sem dúvidas, a crise política e econômica que tomou conta do Brasil nos últimos três anos trouxe grandes desgastes nos resultados do setor imobiliário assim como em diversos outros. Porém, a reação do mercado tem sido percebida nos últimos meses e a expectativa para a retomada da estabilidade é grande.

Entenda melhor o que aconteceu...

Entre os anos de 2010 e 2014, o mercado imobiliário viveu um grande momento de euforia, com preços em alta e grande quantidade de negócios e lançamentos. No final de 2014, a crise política e econômica, que já vinha dando sinais, se instaurou de forma mais forte no país e começou a gerar conseqüências em diversas áreas. Em tempos de crise, com aumento do desemprego, altas taxas de juros, instabilidade econômica e política, as pessoas tendem a ter mais cautela em comprar e adquirir novas dívidas. Com isso, o mercado imobiliário entrou em uma fase de estabilidade, bem diferente dos tempos dourados dos últimos anos. Os preços foram regulados pela mão do mercado (oferta x demanda) e as margens de negociação se tornaram maiores. Isso não quer dizer que os preços dos imóveis caíram em todas as regiões e cidades do país. Para uma análise bem feita, deve-se estar atento a diversas variáveis.

 Em cidades e bairros em que a oferta de imóveis é maior, a queda nos preços é mais uma conseqüência desse momento de crise no mercado. Esse fato não é característica das zonas leste e sul de Belo Horizonte, por exemplo, onde o preço, mesmo em tempo de crise, se manteve estável.  Apesar disso, é de conhecimento de todos, que o cliente comprador passou a ter mais poder de negociação nesse período, mais oferta e mais oportunidades de negócio. Construtoras com alto estoque reduziram a margem, renegociaram e criaram estratégias de promoção. Ou seja, os negócios não pararam, apenas houve um processo de desaceleração já que até 2014 o mercado estava super aquecido.

Já estamos há quase três anos com o mercado imobiliário estável e em tentativa de reaquecimento. O fato é que desde o final de 2017 tem sido possível sentir uma reação positiva da economia do país. Com a retomada dos empregos, a queda na taxa de juros, o aumento na credibilidade e confiança, o mercado imobiliário começa a ser novamente ativado.  A previsão para segundo semestre de 2018 é que o setor volte a crescer. Construtoras que reduziram sua margem e diminuíram a quantidade de lançamentos no período de crise, tendem a entrar com mais força nessa nova etapa. Como a expectativa para o setor é alta, a tendência é que os preços voltem a subir, a quantidade de lançamentos a aumentar e o número de negócios a crescer. Vale lembrar que o mercado imobiliário é um setor que gera muitos empregos e que tem extrema importância para a economia do país.

Se você é investidor ou  sonha em ter o imóvel próprio, esse é o momento ideal para comprar!  Após o segundo semestre desse ano, segundo os especialistas, o cenário já estará bem diferente do atual.